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GERRIT JAN KOMRIJ
( PAÍSES BAIXOS - EUROPA )
Poeta neerlandês, ensaísta, crítico, escritor de romances, autor de teatro, tradutor e antologista.
Nasceu eum Winterswijk, Países Baixos, em 30 de março de 1944. Estudou Ciências literárias em Amsterdã, mas não terminou os estudos. Debutou em 1968 com poemas cujas formas irônica, romântica e estrita estavam em completo descompasso com a moda. Hoje ele é considerado um poeta importante que desempenhou grande influência na poesia neerlandesa. Sua poesia é um jogo constante com linguagem arcaica e formas clássicas. De maneira burlesca e sarcástica, ele escreve sobre temas românticos/decadentes como o sofrimento, a morte, a solidão e a doença. Com O Boi na Torre Do Relógio, em 1982, ele recebeu o prêmio neerlandêsNRC Handerlsblad, como um crítico cultural versátil. Escreveu ensaios e colunas muito pessoais sobre arte e literatura, em que junta uma perspicácia polêmica com um domínio estilístico virtuoso. Ele se mostra um esteticista convicto que ataca deficiências estilísticas, fanfarrice, pretensões e feiúra.
Suas críticas televisivas, colecionadas em Ouvir, ver e calar (1977), causaram muito tumulto. Em 1995 Komrij compôs um auto-retrato caleidoscópico, empregando entrevistas que tinha dado no decorrer do tempo.
Foi elogiado por suas adaptações de peças da Idade Média e por suas traduções de Shakespeare. Além da literatura inglesa, ele traduziu obras do francês, alemão, grego antigo e moderno e latino.
Em 1993 ganhou o prêmio P. C. Hooft pelo seu trabalho como ensaísta. Com o dinheiro do prêmio compôs a coletânea provisória de sua obra, chamada Todos os poemas até ontem.
Komrij escreveu diversas peças teatrais, entre as quais
Het Chemish Howelÿk (O Casamento Químico).
Conquistou fama com suas três antologias de poesia neerlandesa e conseguiu uma raeavaliação de muitos poetas esquecidos ou subestimados.
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REVISTA DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL. Ano 3, No. 6 jul./dez., 2021. Diretor Flavio R. Kothe. Brasília, DF: Editora Cajuína/Opção editora, 2021. 146 p. ISBN 2674-84-95
HOOG OP DE GELE WAGEN
TEXTO EM PORTUGUÊS
NO ALTO DO CARRO DE FENO
Tu tens, graças a Deus, dois bons pulmões
Se fumas não te miam. E é catita
Também o coração. Quando te pões
Gingando ao querer valsar, nunca se agita.
Até tens bom nariz para o ar imundo,
Nas favas provas químicos valentes.
Pão sem farelo põe-te furibundo,
Por dia lavas seis vezes os dentes.
Mas uma voz te assusta noite afora,
Que diz: “Falhaste em todo esse caminho.
Mais vale o pó do enxofre meia hora
Que dez anos de ar puro mas tolinho.
Fonte: Editora De Bezige Bij
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Página publicada em fevereiro de 2026.
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